Benoît Peeters fala sobre quadrinhos na Arena Jovem
Aos 44 minutos do segundo tempo, no finalzinho do último dia da 9ª Bienal do Livro – Bahia (26 de abril), os quadrinhos tomaram conta do evento. Na Arena Jovem – área montada para receber o público jovem da bienal – foi discutido o tema “a explosão dos quadrinhos”.
Na mesa redonda, participaram artistas baianos como Cedraz (desenhista criador da Turma do Xaxado), Rezende (Cartunista e ilustrador do cenário underground), Flávio Luiz (Desenhista e ilustrador publicitário, criador de Aú, o Capoeirista) e o francês Benoît Peeters, escritor, roteirista e pesquisador de quadrinhos.
Para quem não conhece, Benoît Peeters diplomou-se pela “Ecole Pratique des Hautes Etudes” sob a orientação de Roland Barthes. Após publicar diversos romances, experimentou diversos gêneros como: contos ilustrados, fotonovelas, cinema, novelas de rádio e histórias em quadrinhos.

Benoît é especialista nos quadrinhos de Hergé (criador da célebre HQ “Tintin”) e publicou duas obras que marcaram uma época: Le monde d’Hergé e Les bijoux ravis. Ele foi também o responsável por L’oeuvre intégrale d’Hergé e dirige para a Editora Casterman, a coleção Bibliothèque de Moulinsart.
Já colaborou igualmente com outros desenhistas como: Patrick Deubelbeiss (”Le Transpatagonien”), Alain Goffin (”Plagiat!”, “Le Théorème de Morcom”), Anne Baltus (”Dolorès”) e Frédéric Boilet (”Love Hotel”) assim como com o cineasta Raoul Ruiz (”La Chouette aveugle”). Com a fotógrafa Marie-Françoise Plissart, publicou várias fotonovelas de um gênero novo: “Fugues”, “Droit de regards”, “Prague”, “Le mauvais oeil” e “Aujourd’hui”.
Abaixo, segue um trecho do debate em que Benoît Peeters fala sobre o seu início de carreira, a relação entre desenhista e roteirista e como ele encara o universo dos quadrinhos:
por Marcel Ayres

Bem, obrigado por disponibilizar o vídeo com esta amostra da Mesa Redonda com Peeters, Cedraz e outros artistas. Infelizmente perdi esta parte do evento e fiquei realmente muito sentido por isso. Mas valeu o papo que tive com o Cedraz.
abs!
Fechando a Bienal com grande estilo! antes tarde do que nunca, né?
Agora deu até vontade de ter ido ver essas palestras…
=/
queria ter ido, otima palestra
UHU< Bahia não é “Sampaulu” não!
São Paulo não enche uma sala para ver Eduardo Risso….
que bom que ele foi pra Bahia, terra de gente cabeça!
Obrigado pelo post